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segunda-feira, agosto 5

Do verbo "não"

Não, eu não vou repetir o teu nome; eu sei ele suficientemente bem. E sinceramente eu não gosto de dizê-lo. Me dá uma coisa ruim ainda... aquela coisa que eu não sei dizer se é indiferença ou só a falta de sentimentos bons. E, entenda, eu não gosto de sentir nada pelas pessoas.

Eu não sou dessas.

Então eu não vou dizer o teu nome, porque eu prefiro pensar que você não existiu na minha vida - é verdade. Eu prefiro acreditar que você foi produto de uma fantasia abobada e sem fundamento, uma coisa que não existiu de fato. Eu prefiro pensar que você é de mentira do que dizer o teu nome e perceber que o que vibra em mim é um vazio tão grande que já nem merece ser levado a sério.

Eu deixei de te levar a sério desde aquela primeira vez.

Então eu não vou repetir o teu nome. Eu não vou dizer um nada tão grande para que ele se ache  no direito de me preencher um dia. Eu não vou repetir um nome que não me diz nada de coisa nenhuma. Eu, sinceramente, nem sei quem é você.


Você nunca foi quem eu pensei que seria.
E eu não sou dessas que enche a própria vida de coisas vazias.

terça-feira, novembro 15

Hoje não

Hoje eu não vou te observar de longe e nem pensar no que fazer para o longe ser mais perto. Não vou esperar tu passares para sentir o teu cheiro se espalhando pelo ar em volta de mim. Eu não vou acompanhar os teus passos nem pensar nos teus atos. Os que tu fizeste comigo.

Hoje não. 

Hoje eu não vou viver para ti. Hoje as músicas não vão ser cantadas com a tua voz, na minha cabeça, e nenhuma delas vai me fazer lembrar de algum tempo que não volta. Hoje as músicas vão ser mais bonitas, e eu vou cantá-las como se cada uma tirasse um pedaço teu de dentro de mim. Hoje eu vou repensar os meus atos e esquecer os teus, porque a verdade bate na minha cara e me diz que o que eu vejo são fantasmas de um passado que nem existiu. 

Existiu em mim.


Mas hoje não.


E amanhã, não mais.