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sábado, agosto 17

Sobre faces

É feio? Sentir isso desse jeito não é bonito... eu sei. Mas vamos falar francamente aqui, porque ninguém é idiota:

quem é você para falar alguma coisa? 



Quem era você quando se apresentou para mim,
e quem é você agora?



domingo, julho 8

Impasse

É dessa coisa apertando no peito, inquietando a pulsação. Eu me incomodo com essa calmaria, com esse silêncio que enche os ouvidos até transbordar nos caminhos - e nos atalhos. O silêncio da espera. É dessa coisa apertando o peito por dentro, torcendo o coração aos poucos; desse sangue que corre inconstante e desses ventos que não sopram. É dessa coisa que diz que precisa calma. E dessa outra, em mim, que me joga boas verdades na cara.

Ela diz que quem deixa pra depois, perde mais.



E que eu não sei ser passiva.

terça-feira, maio 1

Sobre peças, portas e chaves

Eu disse aquele dia que a vida tinha aberto algumas portas, mas depois de passar por uma me quebrei e pensei que estive enganada. Eu disse que uma porta tinha sido aberta, e me recusava a voltar por ela porque havia muito mais coisa no jogo. Eu pensei que o bom era aproveitar as portas enquanto elas oferecem passagem, porque não se pode prever quando a porta vai aparecer de novo no tabuleiro.

Mas na verdade a lição que me ensinaram foi outra.

Aprendi que mais importante que aproveitar a chance, é pensar se era isso mesmo que se queria. Eu aprendi que só porque uma porta se abre, não significa que nós nunca mais podemos voltar dela. Eu entendi que nem toda porta mostra um caminho bom, e que se recusar a voltar é burrice. Aprendi que portas abrem todo tipo de caminho. E que sou eu quem decide qual delas é melhor pra mim.

Independente da posição das peças no jogo.

Eu disse aquele dia que a vida tinha aberto algumas portas, e quase me precipitei entrando pela primeira que havia destrancado. A lição que eu aprendi é que existem possibilidades. Mas que quando uma aposta não dá certo, não se pode fechar os olhos para as outras, porque em todas as portas há mais peças. E cada peça muda o jogo da sua maneira, só que umas acabam anulando as outras.

Na verdade, a lição que me ensinaram é que eu não preciso esperar a abertura das portas.


Aprendi que eu preciso é ter as chaves, e então abrir a porta que eu quiser.

sábado, novembro 12

Epifania

Idiota. Absolutamente. E sabe, nem foi difícil ser tão estúpida assim. Foi até fácil demais, porque na real você não deixou muitas alternativas. Você simplesmente chegou, meteu o pé na porta e destruiu minha zona de conforto. Pegou o que te interessava e foi embora, de cara limpa, e nem se preocupou em arrumar a bagunça.


Minha zona de conforto está em pedaços, e nem foi tão difícil pra você. Foi ridiculamente fácil porque na real eu não ofereci resistência nenhuma. Você me achou no esconderijo aqui de dentro e me arrancou dele; me deixou partida em dois. Eu vi possibilidades enquanto você fechava os olhos. E vi segurança segundos antes de você explodir meu carro forte.


Eu só não vi o quão absurdamente idiota eu estava sendo.

domingo, outubro 9

Nota II

Eu poderia ter te abraçado com mais força que da última vez, e a gente teria conversado sobre todas as coisas aleatórias que vinham acontecendo. Ou talvez a gente só conversasse e quem sabe dividisse uma cerveja - e ainda seria uma boa lembrança, mesmo que a gente prefira outra bebida. Eu nunca vi problemas nas amizades que têm cores. O problema é quando a tinta começa a descascar, e ela volta a ficar em preto e branco.


Eu tento evitar a estranheza da situação, mas não depende só de mim. Que culpa eu tenho?