domingo, janeiro 4

;)

Cansativo... mas eu ainda chego lá.

sexta-feira, janeiro 2

Feliz Ano Novo!


Feliz ano novo!
1º de janeiro não é só 1º de janeiro, como o 1º de fevereiro é só 1º de fevereiro. 1º de janeiro é o primeiro dia do resto dos dias de um ano novíssimo em folha. É um recomeço, uma nova chance de fazer as coisas valerem a pena de verdade. Talvez seja uma dos dias mais místicos do calendário... até mesmo para os céticos. Quem não acredita na esperança renovada que o primeiro dia de um ano proporciona? Sejamos felizes, desta vez.

O ano é novo, mas a vida ainda é a velha. Planos e promessas não são nada se nunca forem cumpridos. Boa sorte para nós.

sexta-feira, dezembro 26


Uma noite meio estranha. Não me pergunte por que; estou me perguntando isto desde que a noite caiu e ainda não chegei a nenhuma conclusão. Talvez meu íntimo tenha resolvido mostrar-se mais introspectivo do que normalmente é; talvez minha mente esteja fechada, envolvida em pensamentos tão profundos e confusos que fazem com que eu me esqueça por aqui. O som do violino da música que escuto me estristece, apesar de me fazer bem.
Um vale de rancor e cansaço começa a ser explorado, cada vez mais fundo, mais obscuro... Sinceramente, há vezes que não resisto e desço mais ainda. Um vale interminável e agoniante. O meu vale.

Não espere de mim palavras de conforto; não esta noite. Apenas olhe-me nos olhos, e cale. Qualquer palavra é um erro. É uma noite estranha, mas linda.

domingo, dezembro 21

Pois é...

- E o que será de nós quando tudo passar?
- Não sei; depende do que é "tudo" pra ti.
- Hum...
- ...
- Vai acabar, não é?
- Vai... Sempre acaba.
- Que triste.
- ...
- ...
- Mas depois começa de novo. Diferente, mas começa...

sábado, dezembro 13

Sinceramente...

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Seja feliz com os seus problemas. E não precisa me contá-los todos os dias; eles não mudam, e eu já sei de cor.

Não faz drama, a vida não precisa ser uma ópera.

terça-feira, dezembro 9

Vai chegando o fim do ano e a gente começa a fazer o clássico “balanço”. Perdas e ganhos são postos numa balança e, no final, o lado que pesar mais nos garante uma conclusão. Sinceramente, não sei direito o que a minha balança vai acusar... além de um regime, claro.

2008 foi um ano meio estranho pra mim. Correria de colégio pela manhã, pré-vestibular durante a tarde, estudos nos fins de semanas, aulas extras em feriados, domingo, sábados... Cansativo. Muito cansativo.

Por várias vezes deu vontade de jogar tudo pro alto, rasgar livros, soltar o verbo. Mas, nessas horas, paciência. No fim, sempre vale a pena.

Decepções eu tive muitas. Talvez, por me recusar a acreditar que as pessoas são como são, e nem sempre o jeito de ser corresponde às expectativas que criamos. Aprendi a não criá-las.

Conheci pessoas novas. Especiais de verdade. Pessoas que me mostraram o lado bom de cada situação quando eu não conseguia, e que tornaram a minha dor menor quando não havia lado bom pra mostrar. Palavras de apoio, ou, simplesmente, silêncio de cumplicidade.

Aprendi a pensar mais em mim. A ter certeza de que era feliz entes de sacrificar coisas pelos outros. “Egoísta”, podes me chamar se quiseres. Não me arrependo de ter negado apoio, quando era eu quem o precisava. Eu não sou obrigada a adivinhar as necessidades dos outros e, para satisfazê-las, esquecer das minhas. Alguns “amigos” não me entenderam. Não fazem falta. Os AMIGOS continuam comigo.

O tempo custou pra passar; mas agora me parece ter sido tão rápido. Deixei de fazer muitas coisas, de falar muitas coisas; mas também acumulei experiências incríveis e estas me guiam, hoje.

O primeiro “balanço” fica por aqui. Meu tempo é curto... preciso arrumar minhas coisas pra aula da tarde. Precisava de mais horas para viver no dia e mais horas para dormir à noite... Acrescentei horas na minha manhã... Matei dois períodos de aula. Devia ter feito isso mais vezes...

quinta-feira, novembro 13

observando...


A guria sorria no trem. Trem lotado, em plena segunda-feira, todo mundo com aquela cara de quem não vê a hora de chegar em casa, botar os pés para cima e descansar para aguentar a semana que recém começara; cara amarrada mesmo. Mas ela não; ela sorria, olhando para o nada como se visse tudo. Ela sorria, leve, encarava uma vida com naturalidade.

De onde eu estava não era possível saber se ela delirava, sonhava acordada... Se eu estivesse do lado dela, provavelmente, também não saberia. Mas o fato é que ela não dizia nada, apenas sorria e suspirava. Talvez fora promovida; talvez fora pedida em casamento; comprara um carro; mudara-se; estava com as malas feitas e se mandaria pra qualquer lugar... Talvez, simplesmente, estava de bom humor e queria extravasá-lo.

Eu a fiquei observando por todo o tempo em que estive no trem. A guria sorriu da estação Mercado até a Niterói, onde desci, e dali em diante não sei dizer o que foi feito do sorriso dela. Possivelmente continuou estampado na fronte, contemplando mentalmente o motivo que a deixara daquele jeito. Outras pessoas, então, olhavam para ela e, quem sabe, procuravam no sorriso dela um motivo para sorrir também.

Se os outros sorriam, não sei. Mas a guria sorria.