domingo, dezembro 21

Pois é...

- E o que será de nós quando tudo passar?
- Não sei; depende do que é "tudo" pra ti.
- Hum...
- ...
- Vai acabar, não é?
- Vai... Sempre acaba.
- Que triste.
- ...
- ...
- Mas depois começa de novo. Diferente, mas começa...

sábado, dezembro 13

Sinceramente...

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Seja feliz com os seus problemas. E não precisa me contá-los todos os dias; eles não mudam, e eu já sei de cor.

Não faz drama, a vida não precisa ser uma ópera.

terça-feira, dezembro 9

Vai chegando o fim do ano e a gente começa a fazer o clássico “balanço”. Perdas e ganhos são postos numa balança e, no final, o lado que pesar mais nos garante uma conclusão. Sinceramente, não sei direito o que a minha balança vai acusar... além de um regime, claro.

2008 foi um ano meio estranho pra mim. Correria de colégio pela manhã, pré-vestibular durante a tarde, estudos nos fins de semanas, aulas extras em feriados, domingo, sábados... Cansativo. Muito cansativo.

Por várias vezes deu vontade de jogar tudo pro alto, rasgar livros, soltar o verbo. Mas, nessas horas, paciência. No fim, sempre vale a pena.

Decepções eu tive muitas. Talvez, por me recusar a acreditar que as pessoas são como são, e nem sempre o jeito de ser corresponde às expectativas que criamos. Aprendi a não criá-las.

Conheci pessoas novas. Especiais de verdade. Pessoas que me mostraram o lado bom de cada situação quando eu não conseguia, e que tornaram a minha dor menor quando não havia lado bom pra mostrar. Palavras de apoio, ou, simplesmente, silêncio de cumplicidade.

Aprendi a pensar mais em mim. A ter certeza de que era feliz entes de sacrificar coisas pelos outros. “Egoísta”, podes me chamar se quiseres. Não me arrependo de ter negado apoio, quando era eu quem o precisava. Eu não sou obrigada a adivinhar as necessidades dos outros e, para satisfazê-las, esquecer das minhas. Alguns “amigos” não me entenderam. Não fazem falta. Os AMIGOS continuam comigo.

O tempo custou pra passar; mas agora me parece ter sido tão rápido. Deixei de fazer muitas coisas, de falar muitas coisas; mas também acumulei experiências incríveis e estas me guiam, hoje.

O primeiro “balanço” fica por aqui. Meu tempo é curto... preciso arrumar minhas coisas pra aula da tarde. Precisava de mais horas para viver no dia e mais horas para dormir à noite... Acrescentei horas na minha manhã... Matei dois períodos de aula. Devia ter feito isso mais vezes...

quinta-feira, novembro 13

observando...


A guria sorria no trem. Trem lotado, em plena segunda-feira, todo mundo com aquela cara de quem não vê a hora de chegar em casa, botar os pés para cima e descansar para aguentar a semana que recém começara; cara amarrada mesmo. Mas ela não; ela sorria, olhando para o nada como se visse tudo. Ela sorria, leve, encarava uma vida com naturalidade.

De onde eu estava não era possível saber se ela delirava, sonhava acordada... Se eu estivesse do lado dela, provavelmente, também não saberia. Mas o fato é que ela não dizia nada, apenas sorria e suspirava. Talvez fora promovida; talvez fora pedida em casamento; comprara um carro; mudara-se; estava com as malas feitas e se mandaria pra qualquer lugar... Talvez, simplesmente, estava de bom humor e queria extravasá-lo.

Eu a fiquei observando por todo o tempo em que estive no trem. A guria sorriu da estação Mercado até a Niterói, onde desci, e dali em diante não sei dizer o que foi feito do sorriso dela. Possivelmente continuou estampado na fronte, contemplando mentalmente o motivo que a deixara daquele jeito. Outras pessoas, então, olhavam para ela e, quem sabe, procuravam no sorriso dela um motivo para sorrir também.

Se os outros sorriam, não sei. Mas a guria sorria.

quinta-feira, outubro 30

na madrugada...

A guria acordou às 5: 30 da manhã. Chovia como se São Pedro estivesse lavando a casa. O barulho da água pingando no chão era um encantador de sono, no entanto, o dela insistia em não voltar. Levantou-se.

Os primeiros passos foram lentos e desequilibrados; o corpo cansado se fez tão pesado que ela mal pôde sustentar seu peso sobre suas próprias pernas. Parou. Segundos depois, conseguiu direcionar-se à cozinha; entrou. A cozinha estava escura – era muito cedo e o sol ainda não havia nascido e a lâmpada estava queimada – mas, felizmente, já não estava mais tão escuro que não se pudesse enxergar. A chuva caía mais intensamente agora.

Abriu a geladeira e pegou a caixinha de leite. Vazia. Assim estavam os armários, e a geladeira também; não fosse a caixinha. Era dia de “fazer o rancho”, como se diz aqui no sul. Acontece que o dia anterior havia a deixado exausta e encarar uma tarde no supermercado seria tudo que ela não estava disposta a fazer. Percebeu que seus olhos estavam se fechando sozinhos e que sua cabeça pendia para frente de tempos em tempos. “Sono...” pensou.

Deu meia volta e tomou o caminho do quarto. Do nada, um forte puxão a fez despencar; porém, não caiu no chão e sim num abismo que se abrira sob seus pés. Caía... caía... Parecia que nunca chegaria ao chão, o que a deixava feliz, de fato. A sensação do vento batendo no rosto e de seu corpo abandonado em queda livra fazia-lhe bem, mas não queria saber o que aconteceria quando o vento parasse de acarinhar sua face. Abriu os olhos e viu a superfície de um rio se aproximando, cada vez mais rápido... mais rápido, mais rápido... e de repente...

O contato com o colchão macio a fez dar um pulo na cama e agarrar seu travesseiro. Achou-se deitada na cama, com o coração acelerado. Eram 5 :30 da manhã e, embora estivesse com fome, não levantou-se. Alguma coisa lhe dizia que não tinha leite em casa. A chuva caía lá fora.


segunda-feira, outubro 20

Horário de verão

puxa vida...
Perdi uma hora de sono e ganhei uma hora de dia. Grande coisa. Ultimamente uma hora de sono me seria muito mais útil do que uma hora de dia.

Hoje eu acordei podre de sono, com o perdão da palavra... - não que "podre" seja um palavrão, porque não é, só é uma palavra meio feia... Mas, voltando ao assunto, ainda não tinha sol - o que contribuiu pra minha sensação de que estava tudo errado - e eu ainda não estava conformada em ter de aguentar dois períodos de química no colégio. E aí, que que acontece? Vou pra aula, caindo de sono, descubro que o professor de química não apareceu na escola, tenho dois períodos de física (nos quais eu não fiz nada, porque era pra terminar um trabalho que eu já tinha feito) e um período de religião (em que eu também não fiz nada, porque a professora simplesmente não deu nada pra nós fazermos) e volto pra casa às 10 horas.

Beleza. A minha cama estava muito mais interessante do que o colégio, hoje.

Bom, pelo menos eu vou voltar do curso e ainda vai estar claro. Muita vantagem, de certo. Se estiver calor eu ainda vou chegar suada...

É uma visão bem otimista do horário de verão.

¬¬'

sábado, setembro 6

...

A vida é cheia de coisas estranhas, não é? E realmente começo a acreditar naquela história de "tudo que vai, volta". Quantas vezes não vivemos situações iguais às anteriores, como se a vida se repetisse, porém, ao contrário. Sim, podemos ser as próximas vítimas das nossas "mancadas".

Somos humanos; portanto, passíveis de erro. Eu já errei, e muito. Talvez não tenha pedido perdão... por orgulho, ou por fraqueza. Já sofri pelas mesmas injustiças que cometi, recebi os mesmo tapas que dei, ouvi os mesmo xingamentos que proferi...

Então, de repente, você se vê na mesma situação em que deixou alguém. Percebe como é ruim, fica mal e tudo mais, mas não aprende a lição. Volta a repetir os mesmos erros, a sofrer pelas mesmas coisas por provocar as mesmas situações. Um ciclo vicioso, e infalível.

Em que situação tu te encontras agora? Depois da tempestade vem a calmaria... E vice-versa.


Pura ironia.