Mostrando postagens com marcador ciranda. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ciranda. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, maio 6

Volta e meia

Sorriu tímida e desnorteada, porque não esperava te encontrar ali. Ela olhou em volta procurando as palavras pra te dizer, mas o ar estava cheio de um nada meio grande - que ocupava tanto espaço quanto podia. Sorriu em resposta ao buraco que se abriu sob os pés dela quando te viu vindo; quando te viu seguindo pro lado de la.

Ela sorriu tímida, desnorteada depois de dançar a ciranda que você resolveu brincar.



Ciranda, cirandinha, vamos todos cirandar.
- se ao menos você desse a meia volta.

quarta-feira, dezembro 26

Balaio


Na ciranda que eu dancei, dei as mãos a outras soltas. Troquei os passos e girei; do mundo sul ao norte. Minhas estradas agora me são desconhecidas e minhas manhas de repente se sumiram. Meu lado norte é diferente. Os pedaços desencaixam, se estranham, mas se acertam.

Da vida que tinha, tão minha que era, os pedaços foram se perdendo e mudando meus sorrisos de cor. Minhas partes se repartem e se dividem um pouco mais, tornando cada dia um dia de decisões importantes. Dias de acerto de contas comigo; e em todos eles eu percebo que alguma coisa me custa mais. Onde foi que ficou registrado o preço dessa nova versão de mim mesma?